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January 18, 2012


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Brazil – 18 Jan 2012

A empresa que construirá a usina de incineração de lixo de São Bernardo será conhecida em dois meses. A prefeitura pretende encerrar o prazo da licitação que está recebendo os projetos no fim deste mês.

O empreendimento pretende gerar energia através da incineração de resíduos úmidos.

A data limite foi prorrogada duas vezes. A primeira se encerraria no dia 30 de agosto e a segunda no dia 28 de dezembro.

O motivo segundo o secretário de Planejamento Urbano da prefeitura, Alfredo Buso, eram as dúvidas que as companhias tinham com relação aos objetivos finais do município com o projeto. “O processo está em andamento e 50 empresas já retiraram o edital. O projeto é complexo, então é natural haver muitos questionamentos. Os esclarecimentos pedidos são sobre a composição do lixo da cidade e valores da obra por exemplo”, explicou o chefe da Pasta que lembrou que a administração precisa, por lei, responder as dúvidas.

Ainda de acordo com Buso, há perguntas das interessadas sobre a quantidade de energia que precisa ser produzida.

Na prática, isso significa que a companhia quer se certificar que irá propor uma meta e cumpri-la, do contrário, a prefeitura tem direito a receber uma compensação em dinheiro como garantia. “Ela vai dizer que vai produzir uma quantidade num determinado período e se não fizer, nós não ficaremos no prejuízo, pois existe um seguro”, exemplificou.

Mesmo com as mudanças nas datas finais do edital, o secretário garante que não há mudanças no prazo de entrega da usina.

Após o anúncio de quem venceu a licitação, começarão, ainda neste ano, os trabalhos de reconfiguração do terreno e as obras onde ficava o lixão desativado do bairro Alvarenga, periferia da cidade.

“A usina começará a operar em dois anos.”

O medo

Desde que a prefeitura de São Bernardo anunciou que construirá uma usina de incineração de lixo, os catadores de materiais recicláveis da cidade trabalham inquietos. Os moradores temem ficar sem trabalho com a inauguração da obra.

O medo dos moradores é que a usina queime plásticos e papelões para gerar a energia. O secretário de Planejamento Urbano da prefeitura, Alfredo Buso, afirmou que apenas lixo úmido será queimado no processo.

No ano passado, catadores e moradores do Alvarenga, realizaram um seminário para discutir a instalação da usina na Câmara Municipal.

Entre as principais reclamações dos moradores estão um possível colapso no trânsito do Alvarenga e as estradas do bairro sem estrutura. Ler original